OUTUBRO FESTIVO
O mês de outubro tem datas comemorativas muito simbólicas: Padroeira do Brasil, dia das crianças e dia do professor.
Adoro Nossa Senhora Aparecida. Se bem que minha relação com os santos (que me acompanham até no meu sobrenome) é de tê-los como exemplo e não como alguém do outro lado do "balcão" pronto a atender-me nos desejos e aflições. Isso não significa que, de vez em quando, apelo, né?!.
Com nossa Senhora Aparecida acho fantástico a história de mistério que existe em torno da imagem e como, mesmo sem rede social, as realizações da santa se espalharam. A propósito o nome completo da nossa padroeira é Senhora da Conceição Aparecida. Irressistível não comentar a "coroa" que ela usa: be-lís-si-ma.
Dia da criança para mim é todo dia. Plagiando descaradamente Saint-Exupéry: "Sou da minha infância como se é de um país..." e além do mais tenho filhos da espécie Peter Pan, então esforço-me para tornar a existência deles um "jardim da infância" (adoro essa expressão). No entanto sou contra, ou melhor, não colaboro com a prática de dar presentes neste dia. Prefiro fazer um piquenique, um passeio divertido e no máximo, comprar sorvete, balas, coisas do gênero. Inclusive, tem um fato curioso: meu filho Enzo (6 anos) sempre reclamava que os amiguinhos levavam para a escola os presentes para mostrarem e ele queria saber porque não havia ganho também. Lógico que expliquei e ele não entendeu. Então tomei uma decisão. No dia seguinte ao dia da criança, caso seja dia útil, ele não vai à escola.
Mas é no dia do professor que tenho exclusividade. Ser professora foi a primeira opção profissional e ocorreu de forma muito natural pois sendo do interior e há quase 3 décadas atrás, era uma profissão bem aceita para mulheres. Acrescente-se a esses fatos que tenho duas tias - Tia Salete e Tia Afonsina - excelentes professoras e fontes de influência. Da educação infantil ao ensino fundamental, sempre tive professoras que sempre estão no arquivo das minhas melhores lembranças: Tia Aparecida é minha musa. Professora da educação infantil nos ensinava de maneira lúdica e prazerosa. Ela quase me transformava em atriz. Com ela aprendi a declamar, dançar e, pasmem, até cantar. Devo a ela esse meu jeito tímido.
A professora Antonieta - professora de história - me ensinou a técnica de resumir por esquemas. A Irmã Heloisa, uma freira muito jovem e revolucionária que ensinava português e nunca levava um livro para sala embora escrevesse compulsivamente todas as regras gramaticais que trazia na memória. D. Sâmea e Irmã Socorro, professoras de matemática. Irmã Terezinha, minha alfabetizadora que tempos depois abdicou da vocação para atender ao chamado do casamento. Irmã Luisa, professora de inglês que ministrava aulas mascando chiclete - truque para melhorar a pronúncia. Lógico que era apenas uma brincadeira. O ruim de citar nomes é que a memória sempre nos trai, por isso minhas desculpas pelas ausências.
Já em Sobral, no ensino médio, tive outras excelentes referências: Mestra Anísia, Mestra Marfisa,Dona Nenem, Dona Meire (hoje colega de UVA) e foi quando tive meus primeiros professores: Prof. Aurélio, Prof. Mariano, Prof. Edson, Prof. Silas, Prof. Claúdio, Prof. Ronaldo, Prof. Gilardo e meu saudoso Pe. Lira.
Como postei no facebook que me sinto imortal assim também o são cada um desses mestres para mim, e nem falei nos mestre da faculdade. Preciso fazer um post a parte este já está extenso demais (risos). Graças aos professores e ao destino que possibilitou-me conciliar a administração com a docência. #muitofeliz.
sábado, outubro 22, 2011
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